quarta-feira, 2 de novembro de 2016

NILSE BERNAL DE SOUZA FRAGOSO QUANDO SE QUER

Quando se quer,
E vier o que não houver,
Então sente...
Navalha no rosto,
Água até o pescoço.

Faça algo que valha,
Digere o teu desgosto.

Esgoto aberto,
Tiro certo,
Amargo gosto,
Fosso profundo,
Mundo roto.

Arrota tua indigestão,
Define tua rota,
Pré definida na imposição.

Rasga tua alma,
Escarra tua lástima,
Explode tua dor,
Castiga-te,
Mastiga, rumina, magoa-te

Cala tua boca,
ou...
Só fala
O que....
Acham digno expor.

Com pudor, senta-te,
No teu horror,
E te aguenta,
Não te consoles,
Engole.

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